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Willian Matiola's avatar

Super concordo com suas colocações! Na minha visão, o uso da tipografia depende do contexto em que ela vai ser usada e da intenção que ela precisa ter. Se a intenção é legibilidade e o contexto é um livro de 500 páginas, uma tipografia otimizada pra isso vai ser a escolha mais óbvia. Agora pro caso do Wrapped e outros tantos que precisa passar um sentimento, que as tipos diferentonas brilhem. 😊

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Jayane Fereguetti's avatar

Me sinto cansada com essas tretas de design rsrs. Toda vez que uma marca faz um redesign ou lança algo novo sempre aparece vários textos e vídeos criticando o trabalho alheio.

É importante que um designer tenha a mente aberta e que olhe para a comunicação "louca e jovem" do spotify e pense: como posso ousar naquele projeto "careta"?

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Heloísa Barbosa's avatar

Amei o texto, e concordo total. Todo dia eu sofro com algum discurso de "design é função, o resto é arte". Acredito que vem muito da formação do design no Brasil (eu pelo menos senti que na graduação minha criatividade foi totalmente sugada em prol de resolver problemas). Se isso é a regra, prefiro ser resistência.

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Luna Arruda's avatar

Achei incrível esse texto!! É isso aí!! Uma vez eu vi um tatuador especialista em lettering que disse a mesma coisa sobre as artes dele que a galera comentava que não dava pra ler. Eu sempre achei o estilo irado, porém realmente não entendia o que estava escrito, quando ele falou sobre, foi bom, porque abriu minha cabeça pra outros sentidos também e aprendi admirar ainda mais!

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Wallace Vianna's avatar

O melhor exemplo de tipografia para ver e não necessariamente ler é a arte dos grafiteiros em muros urbanos: muita tipografia de fantasia, decorando, sem ser lida, de fato.

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Fernanda Bruno's avatar

A gente sempre ouve que imagem e estética é esdrúxulo e superficial mas essas discussões sobre o que é inerentemente belo / feio são as mais acaloradas e surtadas daquele umbral…

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Elson Morais's avatar

Desde que li o livro de Robert Bringhurts na faculdade, onde ele fala sobre a voz da massa de texto e a influência da escolha topográfica para construir cenários, comecei a ver design editorial e a tipografia de outra forma. Sentia falta do uso mais amplo da tipografia pra dar o tom e ambientar o leitor. No meu trabalho de Design Editorial eu fiz um projeto que tenta explorar a tipografia como protagonista, o design como contador de histórias. Desde então não perco uma oportunidade de usar letras pra ilustrar meus designs.

Pra curiosidade, segue link do trabalho:

https://www.behance.net/gallery/91165711/Risiveis-Amores-Editorial

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Camila Ara's avatar

a senhora é mais do que necessária aqui e em todas as redes!

tipografia que faz sentir atravessa muito mais que só a comunicação prática e direta (e digo também que quadrada demais). obrigada por esse texto tão real e pelo link para o outro que fez falando sobre opinião.

eu acredito muito na quebra de padrões pré estabelecidos da sociedade sobre o design, até porque ele nos formula, nos constrói diariamente também.

viva ao esquisito, diferente, inusitado <3

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Rafaela Roquette's avatar

Eu amei que você trouxe esse exemplo do spotify porque eu me lembro que na época eu fiquei tipo "woooow ousados" e eu achei tudo de bom! Concordo absolutamente com o que você trouxe nesse texto, eu sou apaixonada por cartazes tipopgráficos que eu demoro um tempo pra conseguir ler de fato, mas antes de conseguir ler já fui lida por eles definitivamente (eu amei isso e usarei rs)

Obrigada por expor esses pensamentos pensantes e que continue irritando funcionalistas!!!

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Alvaro Franca's avatar

Um dos meus grandes progressores de type design, Gustavo Ferreira, sempre me dizia "o crocante é importante", uma lição que eu guardei pra toda vida e que agora to vendo aqui na sua news.

Essa galera do twitter é um povo chato que gosta de reclamar, nada mais do que isso. Também tem muito mais gente que se dá o trabalho de comentar algo negativo do que positivo né, vamos lembrar que o ódio motiva mais nas redes sociais

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Rodrigo Castello's avatar

Paula, a designer que nunca passa frio pois está sempre acompanhada da razão <3

Parece que a cada dia que passa, a cada escolha política (que é intrinsecamente estética), a gente como massa se aproxima dessa completamente falsa universalização das coisas. Jaja sai um doc da Petra sobre, "Road to Fascism" ashuahsuhasa

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Fabio Brust's avatar

Quando vi o meu Wrapped em 2021, fiquei “eita!”, sem achar feio ou bonito haha. Acho que tem mesmo muito espaço para experimentação na tipografia e algumas das mais lindas são mesmo as mais ilegíveis.

Agora uma pergunta: o que você pensa sobre as legendas? A informação se perde, sem elas? Será redundante? Quando publiquei meu livro, fiz aberturas de capítulo bem exageradas com os títulos em uma fonte no meio do caminho entre ler e não ler, mas o contexto deixava claro (no meu ponto de vista haha). Mesmo assim, me pediram e eu coloquei legendas haha. Fico até hoje me perguntando se elas eram mesmo necessárias!

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nick nandes's avatar

que delíííícia de texto! me lembrou muito de todo o bafafá sobre a fonte de lacre de latinha da Amanda Yeux no Twitter tbm (óbvio!).

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Paula Cruz's avatar

SIMMM! Essa fonte da latinha foi dois anos depois dessa treta do Spotify. Também relacionei os dois eventos na época. Galera não entendeu naaada, e diria até que ficou ainda mais mente fechada de lá pra cá

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Lucas brandao's avatar

Os normies piram!! Sinceramente eu n achei esteticamente bonita a daquelas fontes distorcidas e tal, mas gosto muito da ideia de sair do óbvio no design, ainda mais em um contexto tipográfico!! Texto foda Paulinha

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lucas garofolo | agênc.ia's avatar

Ótimo texto, Paula, como sempre. Eu percebi isso mostrando alguns sites aos meus alunos, de 15 a 18 anos, e eles odeiam quando as fontes e letras fogem do comum. Não conseguem associar que uma escrita é para gerar uma sensação e não especificamente um texto a ser lido. Associaram as fontes distorcidas com pixação e rebeldia. Mais um ponto a se trabalhar com eles haha

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